segunda-feira, 24 de abril de 2017

Aprovado acordo de cooperação em Defesa entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos


Por: Redação OD

O Acordo de Cooperação no Campo da Defesa firmado pelo Brasil com os Emirados Árabes Unidos foi aprovado nesta quarta-feira, 19, na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), da Câmara dos Deputados, que acatou o parecer do deputado Miguel Haddad (PSDB-SP). A decisão ocorre um mês após a visita ao Brasil do ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes, Xeique Abdullah Bin Zayed Al Nahyan, quem manifestou interesse em abrir um escritório no Brasil para tratar dos assuntos de Defesa.

Na ocasião, Zayed Al Nahyan reuniu-se com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, com quem discutiu o aprofundamento das relações nesta matéria. De acordo com Jungmann, “temos interesse em contar com militares dos Emirados Árabes em escolas de formação militar no Brasil e também em adquirir a expertise das Forças Armadas dos Emirados”. O Acordo de Defesa com os Emirados Árabes firmado em 22 de abril de 2014 é o primeiro do gênero que o Brasil assina com um país do Oriente Médio. 


“Diante do ineditismo da medida, é lícito supor que o Brasil sairá engrandecido com o aprofundamento dessa relação. Isso ocorrerá de modo especial, em face do contato com doutrina militar bastante divergente em relação à nossa, muito marcada pela influência norte-americana e europeia”, ressaltou Miguel Haddad. 

A cooperação em Defesa com os Emirados Árabes prevê, entre outras ações, um maior intercâmbio das indústrias de defesa; transferência de tecnologia de defesa; instrução e treinamento militar; apoio logístico; armamento, produtos de defesa, equipamentos e serviços; desenvolvimento, estudos e pesquisas científicas em assuntos de defesa; missões de manutenção da paz das Nações Unidas; gerenciamento de crises e emergências; e intercâmbio de informações militares. Segundo Miguel Haddad, “adentrar o Oriente Médio, através dos Emirados Árabes Unidos, representa incremento substantivo nessa diversificação, o que nos traz mais segurança para o desenvolvimento de futuros projetos de interesse dos dois países e, potencialmente, de outros daquela região”. 
Fonte: Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional - Câmara dos Deputados
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